09 Julho 2009
05 Julho 2009
Museu de Arte Popular
Há algo de muito interessante a acontecer, um grupo de cidadãos envolvendo-se para salvar, resgatar, requalificar o Museu de Arte Popular. A imensa dificuldade em lidar com este legado (a visão infantilizada de Povo que era aqui apresentada pelo Estado Novo, visão que servia na perfeição a ideia do povo pobre mas honrado, feliz nas suas tarefas do campo), a mudança da etnologia para o respetivo Museu Nacional no Restelo (edifício igualmente fantástico) com o seu enorme espólio fizeram deste museu (o edifício e o espólio) um fantasma que se tem mantido e reservado à incúria e ao abandono nas últimas décadas, para pobreza e infelicidade de todos nós.Está em curso uma petição e foi criado este blogue para que não só a memória do artesanato e das práticas quase sempre sem registo escrito possa sobrevir mas para que, os lisboetas, as pessoas, possam decidir da vida da sua cidade (aqui dos equipamentos culturais mais permanentes).
Etiquetas: Lisboa, património
02 Julho 2009
Para continuarmos a comer bacalhau

Há escolhas de consumo que a maioria de nós não pode fazer. Mas é fácil deixar de comprar peixe no Pingo Doce e no Feira Nova enquanto não cumprirem requisitos de pesca sustentável. Não compre peixe no sítio do costume, obrigada Greenpeace.
Etiquetas: património, planeta
01 Julho 2009
Iluminação

Afortunados os que viveram no tempo de Pina Bausch.
Etiquetas: artes plásticas, dança, poesia, teatro
28 Junho 2009
Rodrigo Leão

Há autores que, apesar de não fazerem nada de realmente original há quase 20 anos, têm toda a imprensa com eles, ou porque convidam estrelas da música internacional para abrilhantar o cd ou/e porque aprenderam a dominar a máquina mediata e vazia da comunicação espectáculo.
Etiquetas: comunicação social, música
21 Junho 2009
Che Guevara dois filmes piores que um
Estive a ver os filmes sobre o Che Guevara filmados ao estilo da série 24 por Steven Soderbergh. Um gangue de narcotráfico perdido na selva seria igualmente empolgante... Estes dois filmes conseguem fazer da Revolução Cubana e da guerrilha treinada por Che Guevara nas montanhas bolivianas durante um ano algo de terrivelmente chato e desafeiçoado. Apesar da vida-como-ela-é ser, com frequência, no quotidiano enquanto acontece, bastante diferente das fantasias à volta de acções plenas de significado histórico e mitológico, o merchandising não é suficiente para vulgarizar ou banalizar alguém com a envergadura do argentino Guevara. Alguém que justamente, tendo filhos e uma vida relativamente tranquila por que esperar, passa um ano no meio de uma selva com fome e sacrifícios, arriscando a vida e acabando por perdê-la num processo que dificilmente chegaremos a perceber terá perdido por dificuldade de noção ou visão política ou se foi traído -pelo abandono dos apoios-e deixado à sua sorte. Benitio del Toro, belíssimo, com a ingrata tarefa de representar uma das pessoas com a imagem mais mediatizada do planeta, é firme, talvez lhe falte o sorriso e o sonho, como faltam nos dois filmes, que ficam tão desapaixonadamente aquém. O desfecho da guerrilha de Ghe faz-me acordar para a frase sobre o comunismo e a juventude do mundo. Não no sentido ontológico do mundo, como se fosse começar de novo, uma nova cronologia a.C. e d.C., mas que o comunismo é, em tempos históricos, muito jovem. Apesar de ser tão antiga como a história dos homens, o homem predador do homem e o homem lutando contra as suas circunstâncias e contra os seus predadores. De forma consequente, coordenada, ideológica e eficaz, esta história tem pouco mais de 150 anos. Estamos no princípio.
13 Junho 2009
08 Junho 2009
05 Junho 2009
Eleições Europeias: derrotar o real
Acho que se deve votar. O voto branco, nulo e a abstenção são ignorados pelo sistema político. O voto será sempre uma escolha relativa, táctica, prática. Se excluirmos 25% de cidadãos bafejados pela graça, a imensa maioria não se identifica com nenhum programa, líder ou sub-líder, para andar por aí em comícios ou arruadas. Deixo de lado a fauna abjecta dos directores gerais e esposas, assessores, pequenos e médios autarcas e famílias, directores de hospitais e de agrupamentos de centros de saúde, administradores delegados filhos e filhas, brochistas e esposas. Essa gente é o esteio do regime. Vive da tença. O seu entusiasmo é proporcional às ajudas de custo. Organizam-se em sociedades discretas onde tratam dos valores e da sua reprodução. Deviam ser ignorados pelas pessoas de bem.
Deixo de lado os excursionistas, os pobres de espírito, o exército de reserva, os que fazem fila para um lugar na plateia e batem palmas, sorriem, dizem ohhhh de espanto a mando dos cartazes.
Deixo de lado os rapazes de família que vêem na chatice das tarefas partidárias a tarimba para um futuro radioso.
Deixo de lado os convictos. Os militantes dos partidos minoritários. Eu tive a fé deles e a doença deles.
Mas se excluirmos os pulhas, os excursionistas e os convictos que alimentam o espectáculo do regime, o que resta é a multidão que os suporta com indulgência e agora, ao que parece, se prepara para abster.
Como tomar banho na praia, beber um copo ou dormir são actos insignificantes, é preferível a insignificância do nosso voto. Um voto contra Sócrates, que representa o pior dos últimos trinta e cinco anos: inscreveu-se no PS porque se enganou na porta, assinou projectos que simbolizam a degradação imobiliária do país interior, transformou o PS no partido dos Coelhos e dos Varas, dos Campos e dos Vitais, esteve na trapalhada do Freeport, na entrega do CCB, criou a dona Lurdes e a dona Ana, privatizou o ar e nacionalizou o BPN, foi elogiado ad nausea pelo dr. Dias Loureiro. Aos socialistas que votam nessa sêxtupla de pesadelo que assombra as rotundas da pátria- Campos e Estrela, Gomes e Estrela, Capoulas e Estrela, Vital e Estrela, Elisa e Estrela – devíamos dizer: jamais esqueceremos
Deixo de lado os excursionistas, os pobres de espírito, o exército de reserva, os que fazem fila para um lugar na plateia e batem palmas, sorriem, dizem ohhhh de espanto a mando dos cartazes.
Deixo de lado os rapazes de família que vêem na chatice das tarefas partidárias a tarimba para um futuro radioso.
Deixo de lado os convictos. Os militantes dos partidos minoritários. Eu tive a fé deles e a doença deles.
Mas se excluirmos os pulhas, os excursionistas e os convictos que alimentam o espectáculo do regime, o que resta é a multidão que os suporta com indulgência e agora, ao que parece, se prepara para abster.
Como tomar banho na praia, beber um copo ou dormir são actos insignificantes, é preferível a insignificância do nosso voto. Um voto contra Sócrates, que representa o pior dos últimos trinta e cinco anos: inscreveu-se no PS porque se enganou na porta, assinou projectos que simbolizam a degradação imobiliária do país interior, transformou o PS no partido dos Coelhos e dos Varas, dos Campos e dos Vitais, esteve na trapalhada do Freeport, na entrega do CCB, criou a dona Lurdes e a dona Ana, privatizou o ar e nacionalizou o BPN, foi elogiado ad nausea pelo dr. Dias Loureiro. Aos socialistas que votam nessa sêxtupla de pesadelo que assombra as rotundas da pátria- Campos e Estrela, Gomes e Estrela, Capoulas e Estrela, Vital e Estrela, Elisa e Estrela – devíamos dizer: jamais esqueceremos
Assino por baixo do Luís em a Natureza do Mal
Etiquetas: UE
28 Maio 2009
Cineclima em Almada hoje à noite
Mostra de filmes sobre Alterações Climáticas
SPOTS PUBLICITÁRIOS, DOCUMENTÁRIOS, ANIMAÇÕES
Cineclima – Mostra de filmes sobre Alterações Climáticas
Como evento paralelo aberto à comunidade, decorre no Auditório Lopes Graça, Fórum Municipal Romeu Correia, na noite de dia 28 de Maio, véspera do Dia Nacional da Energia, uma mostra de filmes que versam o tema doaquecimento global e das Alterações Climáticas que afectam o Planeta.
Esta exibição engloba documentários, filmes de animação e spots publicitários sobre estas temáticas,
procurando informar e sensibilizar para a importância do papel de cada um na resolução deste problema
global. Esperam-se algumas novidades mundiais, designadamente o recém estreado “The Age of Stupid” de Franny Armstrong que é exibido pela primeira vez em Portugal, bem como um documentário inédito sobre o trabalho que cientistas Portugueses realizam actualmente na Antártida estudando a espessura da camada de gelo polar.
Cineclima – Mostra de filmes sobre Alterações Climáticas
Como evento paralelo aberto à comunidade, decorre no Auditório Lopes Graça, Fórum Municipal Romeu Correia, na noite de dia 28 de Maio, véspera do Dia Nacional da Energia, uma mostra de filmes que versam o tema doaquecimento global e das Alterações Climáticas que afectam o Planeta.
Esta exibição engloba documentários, filmes de animação e spots publicitários sobre estas temáticas,
procurando informar e sensibilizar para a importância do papel de cada um na resolução deste problema
global. Esperam-se algumas novidades mundiais, designadamente o recém estreado “The Age of Stupid” de Franny Armstrong que é exibido pela primeira vez em Portugal, bem como um documentário inédito sobre o trabalho que cientistas Portugueses realizam actualmente na Antártida estudando a espessura da camada de gelo polar.
ALINHAMENTO DA SESSÃO:
Spots Publicitários; 9’ – (VÁRIOS) (INGLÊS)
Filmes publicitários, cheios de acção, dramatismo e por vezes forte ironia, que não deixam ninguém indiferente ao problema das
Alterações Climáticas.
“Condomínio da Terra”; 1’ – (VERSÃO PORTUGUESA, 2009) (PORTUGUÊS)
Silvia Alberto dá a cara pelo “Condomínio da Terra” e apela ao Compromisso de Gaia. Com a chancela da Quercus.
“As Alterações Climáticas”; 3’ – (PORTUGAL, 2006) (PORTUGUÊS, com legendagem em INGLÊS)
Crianças de Almada explicam aos crescidos os problemas das Alterações Climáticas.
“La maison en petit cubes”; 15’ – (JAPÃO, 2008) (SEM DIÁLOGOS)
Um Homem vai adicionando pisos à sua casa à medida que o nível das águas sobe. Premiado com um Óscar, esta animação de
Kunio Katô não deixa ninguém indiferente.
Spots de Animação “Animals Save the Planet”; 3’ – (REINO UNIDO, 2008) (INGLÊS) Pequenos e divertidos filmes de animação onde
animais personificam acções que os humanos devem adoptar para combater as alterações climáticas.
Permafrost! Ciência Polar a 62’S; 14’ – (PORTUGAL, 2009) (PORTUGUÊS com legendagem em INGLÊS)
Uma equipa de cientistas portugueses estuda a camada de solo gelado na Antártida – o permafrost. Um impressionante testemunho da contribuição da investigação portuguesa para o conhecimento que o Mundo tem das Alterações Climáticas. Emestreia absoluta.
“The Age of Stupid”; 92’ – (REINO UNIDO, 2009) (INGLÊS, legendagem em PORTUGUÊS a confirmar)
Em 2055, um Homem num Mundo devastado pelas Alterações Climáticas recorda variadas provas que, em 2007, mostravam que
algo poderia ter sido feito. Pergunta-se a si próprio, porque é que não se alterou o rumo das coisas quando ainda erapossível?
Um drama recém-estreado no Reino Unido que chega a Portugal através do CINECLIMA de Almada.
FÓRUM ROMEU CORREIA, ALMADA, DIA 28 DE MAIO 2009, 21.30H
ENTRADA: 3.00EUR. REDUÇÃO DE 50% PARA ESTUDANTES E REFORMADOS
Etiquetas: alterações climáticas, cinema, divulgação
26 Maio 2009
Arquivo Universal
A Condição do Documento e a Utopia Fotográfica Moderna
Menos de dois meses foi o tempo da melhor exposição que passou pelo Museu Berardo e nos últimos tempos, certamente, por Lisboa. 1000 imagens num mundo em que levámos a imagem à saturação não é tarefa fácil. E não é a quantidade que justifica o arrojo e a ambição deste projecto. A quantidade está lá como condição necessária para tentar o balanço da história da fotografia em 150 anos. A fotografia enquanto documento. De que forma este tipo de documento nos permitiu alterar o olhar sobre o objecto? E como não salvámos o mundo por podermos a partir da imagem verdadeira ( agora objectivada ao limite só ultrapassado com a imagem em movimento) demonstrar, revelar, apontar, concluir.
Menos de dois meses foi o tempo da melhor exposição que passou pelo Museu Berardo e nos últimos tempos, certamente, por Lisboa. 1000 imagens num mundo em que levámos a imagem à saturação não é tarefa fácil. E não é a quantidade que justifica o arrojo e a ambição deste projecto. A quantidade está lá como condição necessária para tentar o balanço da história da fotografia em 150 anos. A fotografia enquanto documento. De que forma este tipo de documento nos permitiu alterar o olhar sobre o objecto? E como não salvámos o mundo por podermos a partir da imagem verdadeira ( agora objectivada ao limite só ultrapassado com a imagem em movimento) demonstrar, revelar, apontar, concluir.

Jorge Ribalta é o comissário da exposição organizada pelo Museu d`Art Contemporani de Barcelona (MACBA). Uma exposição que devia ficar, nalgum sítio em qualquer parte do mundo, mas ficar.
Etiquetas: artes plásticas, património

